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| José Alencar, vice-presidente da República, recebe medalha de Aguinaldo Diniz Filho, presidente da ABIT |
A sede da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) foi palco, no dia 31 de março, em São Paulo, da entrega da “Medalha do Mérito”, honraria criada pela entidade para condecorar pessoas e instituições, nacionais ou estrangeiras, dignas do reconhecimento e da admiração do setor. Inédita, a premiação teve José Alencar Gomes da Silva, vice-presidente da República, como a primeira personalidade agraciada com a honraria por conta de sua trajetória que marcou a indústria têxtil brasileira.
“José Alencar é uma positiva referência para o setor, para os jovens, os empresários e políticos e, acima de tudo, para aqueles que acreditam na honestidade, no trabalho e na fé como bases para a construção de um futuro melhor e mais justo para todos. Por tudo isso e muito mais, o nosso estimado companheiro, que sempre dignificou, defendeu e fez maior o nosso setor no Brasil e no mundo, foi o escolhido a receber a primeira Medalha”, disse Aguinaldo Diniz Filho, presidente da ABIT, durante a cerimônia.
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| Da esquerda para a direita: Paulo Skaf, Mariza Campos Gomes da Silva, José Alencar, Aguinaldo Diniz Filho e o Deputado Federal Rodrigo Rocha Loures |
Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), também integrou a comissão que homenageou Alencar e mencionou a importância em se criar esta condecoração. “A decisão do conselho da ABIT em homenagear pessoas que servem ao País e à cadeia têxtil é importantíssima. Ter iniciado essa galeria de homenageados com uma pessoa como o José Alencar foi essencial, pois não existe alguém que mereça mais esse prêmio que ele”, destacou.
Ainda durante o cerimonial o Deputado Federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB/PR), coordenador da Frente Parlamentar Têxtil, comentou que “o vice-presidente é amado pelos brasileiros, respeitado pelos colegas e é referência de homem público em um momento onde as alusões são importantes”. A Frente comandada por Rocha Loures possui a participação de 230 Deputados Federais de diversos estados e partidos. “Não iniciaríamos esse movimento se não fosse a força e apoio do vice”, comentou.
“Militei pelo setor têxtil por muitos anos de minha vida e, por este motivo, tenho o maior apreço pelo segmento. Receber um prêmio concedido pela entidade que representa a minha classe em todos os segmentos é uma honra muito especial. Frequentei esta Associação quando o nome era Conselho Nacional da Indústria Têxtil, na qual eu participava assiduamente das reuniões. Meu filho Josué é presidente emérito da ABIT, sendo assim, me sinto como se fosse da casa. É uma ocasião muito boa para rever meus companheiros, estou muito feliz”, frisou Alencar.
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| Detalhe da Medalha do Mérito ABIT |
O Vice-presidente aproveitou a oportunidade para comentar questões internacionais que giram atualmente em torno do setor têxtil e de confecção, como o impasse do contencioso do algodão junto aos EUA. “A questão significa uma derrota daquele país na OMC e então o Brasil tem todo o direito de cobrar retaliações. A melhor forma é fazer com que possamos vender mais produtos aos Estados Unidos num período de grande favorecimento aduaneiro para artigos brasileiros”, disse. Alencar citou ainda que o Brasil necessita operar no mercado internacional com tratamento igualitário. “No caso da China, por exemplo, não há economia de mercado. Eles têm um tratamento diferenciado que favorece grandemente os exportadores daquele país. O Brasil tem condições competitivas excelentes e para despontar basta receber tratamento igualitário, o que infelizmente está longe de acontecer”, observou.
José Alencar comentou também sobre a recente diminuição da alíquota incidente sobre o ICMS paulista. “A redução do imposto é uma medida que demonstra a sensibilidade do Governador do Estado quanto ao setor. Mas esta é uma medida isolada, devemos ter algo nacional que melhore essa situação”, ponderou. O vice-presidente falou ainda, com bom humor, sobre sua possível candidatura ao Senado. “O pessoal em Minas Gerais quer que eu seja candidato. Respondi a eles que não serei candidato. Prefiro um cargo no legislativo, pois a agenda é menos pesada que a do executivo”, observou.
Cerca de 300 empresários e autoridades do setor estiveram presentes na noite da cerimônia.
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